Escleroterapia líquida ou com espuma?

Escleroterapia líquida ou com espuma?

A escleroterapia líquida, mais conhecida por “aplicação ou secagem de vasinhos”, é o procedimento mais utilizado no tratamento das telangectasias, que é o nome correto destes pequenos vasos, tão comuns nas pernas, principalmente das mulheres.

O tratamento é realizado por sessões, não sendo necessário jejum e nem repouso após o procedimento. O uso de meia elástica durante este tratamento não é obrigatório, não influenciando o seu resultado final. O número de sessões necessárias para sumir os vasinhos vai depender de diversos fatores, não sendo possível prever essa quantidade. Apesar de depender do limiar de dor de cada pessoa, a aplicação do esclerosante é perfeitamente bem tolerada pela sua grande maioria. O líquido utilizado é chamado de esclerosante. Existem vários no mercado, aqui no Brasil os mais utilizados são a Glicose e o Polidocanol.

Já a escleroterapia com espuma é o tratamento feito onde se mistura um esclerosante chamado Polidocanol com ar, o que potencializa o seu efeito. Diferentemente da escleroterapia líquida, na espuma o uso da meia elástica é essencial, principalmente quando se trata grandes veias, como as safenas. O tratamento é realizado por sessões, não sendo necessário jejum e nem repouso após o procedimento. A aplicação da espuma é na maioria das vezes indolor, a não ser para veias mais profundas, quando se necessita de bloqueio com anestésico local, para evitar a dor da punção.

É muito comum as pessoas chegarem à clínica falando que queriam tratar com espuma ao invés das aplicações convencionais que já fizeram, com a ilusão que seu resultado será melhor. Viram em algum lugar que os vasinhos somem na hora com a espuma e com o outro procedimento já fizeram várias vezes e os vasinhos “voltam”.

Primeiro, não existe tratamento definitivo para vasinhos ou varizes. Na realidade, se eles forem tratados adequadamente, nenhum deles voltam, mas novos vão aparecer com o passar do tempo.

Segundo, a escleroterapia líquida é utilizada para aqueles pequenos vasinhos, que normalmente não fazem saliência na pele, de coloração avermelhada. Já a escleroterapia com espuma não é injetada diretamente nesses vasinhos vermelhos, mas sim em veias dilatadas de coloração azulada, desde pequenas varizes nutrindo telangectasias, até veias maiores, como a safena. Para tratamento de varizes menores, a espuma pode ser realizada por punção a olho nu ou com realidade aumentada, que é um aparelho que consegue uma visualização mais precisa das varizes a serem tratadas. Já para o tratamento de veias maiores, como as safenas, o uso do ultrassom vascular é obrigatório.

Assim, estes dois tipos de procedimentos não competem entre si, mas sim podem se complementar. Além disso, a espuma também pode ser utilizada como complementação do tratamento a laser das safenas. A espuma também pode evitar a necessidade de microcirurgia de pequenos trajetos varicosos. Ou seja, as indicações da escleroterapia líquida e com espuma são diferentes e cabe ao Cirurgião Vascular escolher qual ou quais tratamentos estão mais indicados para cada caso individualmente.

 

Consulte sempre um cirurgião vascular, fale conosco!

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