Qualidade de vida dos portadores de doença crônica venosa

Qualidade de vida dos portadores de doença crônica venosa

As varizes afetam milhões de pessoas no mundo todo, sendo a sétima doença crônica mais frequente na população. Ocorre em 20% da população ocidental, chegando a 80% aos 60 anos. Inicialmente, esta doença pode não causar nenhuma queixa, mas normalmente está associada a um cansaço ou sensação de peso nas pernas, principalmente no final do dia. Está relacionada com caráter hereditário em 80% dos casos e alguns fatores contribuem para o aparecimento ou piora do quadro: obesidade, sedentarismo, profissões que mantenham a pessoa muito tempo parada, seja em pé ou sentada.

A circulação do corpo é dividida basicamente em dois tipos de vasos: as artérias e as veias. O coração bombeia o sangue para os dedos dos pés e das mãos pelas artérias, mas para que ele seja mandado de volta para o coração através das veias é necessário o bombeamento pela musculatura das panturrilhas. Porém, com o sedentarismo e com a idade, cada vez mais as pessoas andam menos, o que diminui este bombeamento.  Além disso, a partir dos 40 anos há uma perda progressiva de massa muscular.

Esses fatores, associados à dilatação e tortuosidade das veias das pernas, vão dificultar o retorno venoso e facilitar as complicações desta doença: inchaço, pigmentações acastanhadas e até endurecimento do terço final das pernas e tornozelos. Este último causa uma redução ainda maior da capacidade de bombear o sangue de volta ao coração por diminuição da amplitude de movimento da perna.

Nos casos mais graves pode ocorrer ainda o aparecimento de ferida na perna, chamada de úlcera varicosa. Cursam com infecções recorrentes, necessitam de curativos diários, podendo tornar-se muito extensas, com dificuldade de cicatrização. Como não tem como prever quem vai evoluir para essas complicações, o ideal é tratar no início.

Assim, a doença venosa crônica é responsável por uma diminuição da qualidade de vida das pessoas, que pode ocorrer com os mais jovens, mas principalmente para os mais idosos, pela possibilidade maior do aparecimento dessas complicações. Como a expectativa de vida no Brasil tem crescido muito, atualmente de 75,8 anos, é importante seu tratamento adequado, caso contrário, a tendência é termos cada vez mais pessoas sofrendo dessa doença, que pode levar a uma incapacidade funcional permanente nos membros inferiores. Consulte seu Cirurgião Vascular!

Por Dr. Kleber Fabbri
CRM: 73550
Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular aprovado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

 

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