Laser Transdérmico como opção de tratamento

Laser Transdérmico como opção de tratamento

Hoje vamos falar de um tratamento que desperta muita curiosidade das pessoas em geral e que causa uma certa resistência de alguns profissionais pelo seu uso por vários motivos. A ideia é tentar quebrar esses dogmas e mitos, e demonstrar que o laser transdérmico é sim uma ótima possibilidade de tratamento para vasinhos e varizes reticulares.

Primeiro, para que o entendimento seja o mais abrangente possível, vou dar definições de alguns termos:

  • Telangectasias: são aqueles pequenos vasos vermelhinhos, que podem assumir um tom azulado em algumas áreas.
  • Varizes reticulares: são veias já dilatadas, mas que possuem, no máximo, 3mm de diâmetro.
  • Varizes: são as veias dilatadas maiores que 3mm.

Essas varizes maiores não fazem parte do tratamento pelo laser transdérmico, devendo ser tratadas ou com microcirurgia ou com espuma.

Há tempos atrás, as varizes reticulares só tinham uma possibilidade de tratamento que era a microcirurgia. Como novas varizes vão aparecendo com o passar do tempo para quem tem propensão, era comum as pessoas se submeterem há várias microcirurgias, necessitando, muitas vezes, de repouso prolongado. Atualmente, em muitos casos essas microcirurgias podem ser substituídas por sessões de espuma.

Já as telangectasias tem um resultado muito bom com a escleroterapia líquida. Porém, existem alguns vasinhos que são resistentes a esse tipo de tratamento. Muitas vezes o que ocorre é que existe uma reticular nutrindo esse vaso e que deve ser tratada antes para que o resultado da escleroterapia seja o esperado. Assim, deve-se tratar primeiro esta reticular, seja por espuma ou por microcirurgia, para que a telangectasia suma.

Para estas situações, o laser transdérmico é mais abrangente, podendo tratar tanto as reticulares quanto as telangectasias. O laser utilizado para essa finalidade é o Nd:YAG 1064nm, onde Nd é o Neodímio, um elemento químico, e YAG é um cristal sintético formado por ítrio e alumínio. O tratamento é realizado por sessões e não necessita de repouso, assim como a escleroterapia líquida. Diferentemente do que muitos pensam, o vaso tratado pode ser “secado” somente com o laser transdérmico. Mas, caso necessário, o valor da sessão paga pelo paciente compreende também a complementação com a escleroterapia, realizando os dois procedimentos no mesmo momento. Existe, inclusive, uma técnica chamada CLaCS, que é a associação de ar gelado com laser transdérmico e ar gelado com escleroterapia com Glicose a 75%.

Agora vamos tirar as dúvidas… dói? Bem, o limiar de dor é pessoal, certo? Tem pessoas que fazem “aplicação dos vasinhos” e não sentem nada… Outras sentem em algumas regiões, como a do tornozelo… outras têm um limiar de dor mais baixo e sofrem mais! No laser transdérmico é assim também, mas com vantagens! Ele é realizado com ar gelado, que suaviza a dor. Além disso, caso o limiar de dor da paciente seja muito baixo, eu posso baixar a energia do laser e complementar com escleroterapia líquida.

Mas com tanta tecnologia, o procedimento deve ser muito caro! Olha, a sessão de laser transdérmico envolve um gasto com material e aparelhos muito maior, então certamente o valor da sessão será maior que o da escleroterapia líquida. Porém, como você está tratando reticulares e telangectasias na mesma sessão, que sem o laser você teria que tratar em sessões separadas, uma para reticulares e outra para os vasinhos, o custo-benefício já valeu a pena! Mas, além disso, como você precisará certamente de menos sessões do que se fosse combinar todas as técnicas cobradas separadamente, se for colocar na ponta do lápis, provavelmente o custo vai ser menor!

Converse sempre com o seu Cirurgião Vascular! Entre em contato com a gente e agende uma avaliação.

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